Power Rangers: Super Legends
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Um brawler de progressão lateral festivo, lembrado pelo seu elenco expansivo que abrange quinze anos da franquia e pelo foco em combate cooperativo baseado em combos durante o ocaso da PlayStation 2.
Descrição
Power Rangers: Super Legends marcou o afastamento da franquia das adaptações diretas da Era Disney, apostando numa celebração abrangente de aniversário. O título captura o apelo multigeracional da marca, funcionando como um evento crossover que une várias equipas de Rangers num arco narrativo central envolvendo o Hall of Legends e o Omega Ranger, um viajante do tempo. O design prioriza o fan service e a acessibilidade típica dos arcades, distanciando-se do combate veicular simplista da versão de DS e oferecendo uma experiência mais robusta, focada em combate, nas consolas domésticas.
A jogabilidade assenta na clássica ação de progressão lateral 2.5D, com ênfase em ataques de alta velocidade e combos aéreos. Os jogadores controlam duplas de Rangers de várias eras, incluindo Mighty Morphin, Lost Galaxy, Ninja Storm e S.P.D., atravessando níveis repletos de quebra-cabeças ambientais e vagas de soldados rasos. Um destaque é o sistema Super Combo, que incentiva a encadear ataques leves e pesados com movimentos especiais específicos de cada personagem para encher o Super medidor. O jogo estrutura-se em torno de um mundo central de salto temporal, onde é possível desbloquear Rangers adicionais, melhorias e arte através da recolha de ícones escondidos. Cada capítulo termina com um combate de Megazord simplificado, embora estas sequências foquem mais em QTEs do que na profundidade das mecânicas de luta terrestre.
Tecnicamente, o jogo apresenta uma modelação de personagens de alta qualidade; apesar do hardware envelhecido da PS2, os fatos e capacetes dos Rangers possuem um brilho refletor que captura fielmente a estética dos adereços televisivos. Contudo, a versão PlayStation 2 é limitada ao nível do detalhe ambiental, que surge por vezes escasso e repetitivo em comparação com os modelos de personagens de alta fidelidade. A capacidade do motor gráfico para lidar com co-op para dois jogadores sem quedas de frames obrigou os programadores a utilizar uma perspetiva de câmara fixa e geometria de fundo simplificada para manter uns constantes 30FPS. Ao contrário de outros títulos da sexta geração, este jogo não suporta 480p na região PAL, limitando-se ao sinal padrão de 576i.
No lançamento, Power Rangers: Super Legends teve uma receção positiva por parte do público-alvo, embora os críticos o tenham classificado como um brawler licenciado de nível médio. As críticas da época elogiaram a inclusão de Rangers favoritos dos fãs, como os originais Green e White Rangers, mas notaram que o ciclo de jogo poderia tornar-se repetitivo para um público mais maduro. Foi particularmente valorizado por colecionadores que o viam como uma enciclopédia definitiva da história da série. Retrospetivamente, é considerado um dos jogos mais bem conseguidos da franquia, recordado pelo tratamento respeitoso do material original e por oferecer uma experiência cooperativa sólida durante os anos crepusculares da PS2.
Ficha técnica
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