Tengai Makyō II Manji Maru
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Um remake do título de 1992 para a PC Engine Super CD-ROM². As pré-reservas incluíam um DVD com o making-of de Tengai Makyou III.
Descrição
Tengai Makyō II: Manji Maru fez parte do esforço da Hudson para reavivar um dos RPGs mais ambiciosos do início da década de 90. Este título celebrizou-se pelos seus valores de produção luxuosos, pela banda sonora orquestral de Joe Hisaishi e pela reputação de ser o jogo mais dispendioso do seu tempo. O remake de 2003 modernizou os visuais e o áudio, preservando a narrativa vasta situada na mítica terra de Jipang, onde o Clã do Fogo e o Clã das Raízes travam uma luta eterna.
A história segue Manjimaru Sengoku, um descendente do Clã do Fogo, que parte numa jornada após a sua aldeia ser atacada pelo Clã das Raízes. As viagens entre cidades, masmorras e rotas pelo mundo preservam uma sensação de peregrinação, com missões secundárias ligadas a costumes locais e mitos regionais que reforçam o tema de uma nação viva, repleta de história e cerimónia. Pelo caminho, junta-se a companheiros vibrantes como Kabuki Danjūrō, Tarō Gokuraku e Kinu. A formação do grupo baseia-se em arquétipos clássicos com habilidades complementares. O sistema de combate por turnos enfatiza o timing, estados alterados e gestão de recursos através de equipamento e pergaminhos de arte. O jogo funde mecânicas tradicionais de RPG por turnos com um cenário mitológico japonês singular, tornando-o um clássico de culto entre os entusiastas de JRPGs.
A narrativa desenrola-se por províncias onde o folclore dos santuários, rituais sazonais e adversários lendários ganham vida. Na GameCube, os modelos das personagens e os ambientes beneficiam de uma geometria e texturas mais limpas, as transições de batalha são mais fluidas e os elementos da interface foram ajustados para uma leitura mais rápida. Este remake ofereceu um desempenho mais estável em comparação com a versão PlayStation 2, que sofria de tempos de carregamento mais longos. A Dreamcast não foi incluída no programa de remakes, tornando a GameCube e a PS2 as únicas consolas a receber esta edição atualizada. Posteriormente, surgiu uma versão para a Nintendo DS em 2006, mas limitada ao mercado japonês.
A receção na época, no Japão, elogiou a escala opulenta, a textura folclórica e a restauração fiel, destacando as vantagens de desempenho em momentos de ação contínua face às versões paralelas. Os críticos notaram ainda que alguma repetição estrutural do design original persistiu, o que moderou o entusiasmo de jogadores que esperavam uma reinterpretação mais profunda. Retrospetivamente, a obra é celebrada como um marco do artesanato maximalista de RPGs japoneses e como um esforço de preservação que manteve um épico culturalmente significativo acessível.
Ficha técnica
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