Dragon Age: Inquisition
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Uma experiência de RPG de ação expansiva que combina a profundidade tática da velha guarda com a exploração de mundo aberto moderna. O título marca uma viragem na série, transitando dos conflitos localizados de uma única cidade para um conflito macroscópico que ameaça o próprio tecido da realidade.
Descrição
Dragon Age: Inquisition acompanha a ascensão do Inquisidor, o único sobrevivente de uma explosão metafísica que rasgou o céu, criando uma fenda conhecida como a Breach. A narrativa centra-se nos seus esforços para liderar uma Inquisição recém-formada e restaurar a ordem no continente de Thedas, enquanto uma guerra civil entre magos e templários assola a região. A atmosfera é de intriga política intensa e esperança crescente, focando-se em temas como a fé, a liderança e o peso do poder. O jogo cria uma sensação de escala imensa, onde as suas decisões como líder possuem um peso capaz de remodelar o cenário sociopolítico de várias nações. Enquanto Dragon Age: Origins se focava numa luta tradicional contra uma ameaça ancestral (a Blight) e Dragon Age II explorava uma década de crescimento pessoal em Kirkwall, este título expande o lore para um patamar global.
A jogabilidade apresenta uma estrutura de mundo semiaberto através de regiões vastas e diversas, como a chuvosa Storm Coast e a politicamente carregada Orlais. As mecânicas incluem uma câmara tática que permite pausar o combate e emitir ordens precisas a partir de uma perspetiva aérea, embora também seja possível optar por um combate orientado para a ação em tempo real. É introduzida a Mesa de Guerra (War Table), um mapa estratégico onde destacados conselheiros completam operações e desbloqueiam novas áreas. O motor do jogo suporta uma personalização profunda das personagens e a construção de relações complexas com nove companheiros únicos, incluindo o regresso do ladrão Varric. Existe ainda um sistema de poder e influência para medir o alcance global da Inquisição e progredir na história principal.
A receção a Inquisition foi extremamente positiva no lançamento, destacando-se a variedade visual impressionante, um elenco de primeira linha e o desenvolvimento complexo das personagens. Muitos consideraram-no o Jogo do Ano, embora não estivesse isento das habituais idiossincrasias da BioWare. Apresentava um excesso de conteúdo de preenchimento, especialmente na região de Hinterlands, que muitos jogadores consideraram tedioso e avassalador. Questões técnicas foram parte importante das primeiras conversas, com missões com erros, diálogos que bloqueavam e falhas gráficas na versão Xbox One. Embora muitas destas questões tenham sido resolvidas em atualizações subsequentes, a natureza “pesada” da câmara tática permaneceu um ponto de frustração para os fãs do jogo original de PC.
O posterior Dragon Age: The Veilguard reduziria os elementos de mundo aberto em prol de uma experiência mais dirigida, mas depende fortemente das consequências do DLC Trespasser. A série evoluiu de um RPG tático de inspiração PC para uma franquia cinematográfica centrada em escolhas, que prioriza o drama das personagens e uma ação mais acessível. Continua a ser o único título a utilizar o Dragon Age Keep, uma ferramenta na nuvem que permite importar estados de mundo complexos de jogos anteriores sem a necessidade de ficheiros de gravação originais. Apesar das suas falhas, o jogo foi aclamado por conseguir casar a profundidade de Origins com o espetáculo visual do hardware moderno.
Ficha técnica
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