Jacked
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Um híbrido agressivo de combate sobre duas rodas, lembrado pela sua mecânica inovadora de sequestro de motas e pelo seu historial de desenvolvimento conturbado, que o viu transitar de um projeto da 3DO para um título de orçamento reduzido no final do ciclo de vida da consola.
Descrição
Jacked apresenta uma estética de terreno baldio urbano focada em combate, inspirada na série Road Rash. O título tenta reinventar o género de combate veicular ao introduzir uma mecânica de ‘jacking’, onde os jogadores saltam fisicamente da sua mota para a de um rival durante a corrida para a roubar. É um exemplar singular que se afastou das corridas tradicionais em circuito da quinta geração, optando por uma experiência mais agressiva e centrada no uso de armamento.
A jogabilidade desenrola-se em batalhas de alta velocidade por entre 24 pistas, desde ruas citadinas a autoestradas de montanha. Ao contrário dos jogos de corridas convencionais, o objetivo principal passa frequentemente de cortar a meta para incapacitar os oponentes usando um arsenal que inclui caçadeiras, tasers, granadas e cocktails Molotov. A funcionalidade que dá nome ao jogo é o sistema de ‘bike jacking’: após atordoar um rival, o jogador pode realizar um salto a alta velocidade para sequestrar o seu veículo, sendo esta a única forma de desbloquear permanentemente e adicionar motas de maior desempenho à coleção. O jogo incluía ainda diversos tipos de missões, como batalhas de gangues, uma abordagem violenta ao ‘capture-the-flag’, na qual os jogadores lutam para manter o controlo de um marcador enquanto se desviam de explosivos.
O desenvolvimento de Jacked foi notoriamente problemático, tendo começado como um projeto para a malfadada 3DO Company antes da sua falência, o que levou ao resgate do título pelo estúdio austríaco Sproing Interactive Media. Este historial complexo resultou num título que parecia tecnicamente datado aquando do seu lançamento em 2006; embora o motor conseguisse processar cenários vastos, a qualidade visual foi frequentemente criticada devido aos modelos de tráfego angulares, semelhantes a blocos de construção, e a texturas pouco definidas. Um obstáculo importante no desenvolvimento foi o esquema de controlo, que tentava mapear o combate complexo, o sistema de ‘bike-jacking’ e a condução em todos os botões e nos dois manípulos analógicos, resultando no que a crítica descreveu como uma configuração de comandos excessivamente exigente para as mãos. Além disso, o jogo sofria de quedas acentuadas na taxa de fotogramas durante as batalhas de gangues, quando múltiplos motociclistas de IA e efeitos de granadas ocupavam o ecrã simultaneamente.
Jacked recebeu uma receção maioritariamente negativa, com os críticos a apontarem as falhas na mecânica e o design pouco inspirado das pistas. Na imprensa britânica e europeia, onde o jogo teve maior prevalência como título de baixo custo, o conceito de ‘jacking’ foi elogiado, mas a execução foi considerada prejudicada por uma física frustrante e falta de auxílios à navegação. A receção foi ligeiramente mais favorável no Japão, onde foi lançado como parte da série Simple 2000 no Vol. 111: The Itadaki Rider, enquadrando-se no apetite daquela região por títulos experimentais de baixo custo. Numa retrospetiva, este é um projeto perdido da 3DO que serve como um exemplo fascinante da tentativa do mercado de baixo orçamento do final da geração em preencher o vazio deixado por franquias de maior dimensão.
Ficha técnica
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