Call of Duty 3
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Uma potência técnica para a veterana PlayStation 2, recordada pelas suas mecânicas cinematográficas de ‘Close Quarters Battle’ e pelo seu estatuto de marco como exclusivo de consola no alvorecer da era 16:9.
Descrição
Call of Duty 3 chegou já no ocaso da PlayStation 2, no final de 2006, estabelecendo-se como um marco técnico para o hardware, numa altura em que a indústria dava os primeiros passos na era da alta definição. Este título assume um lugar de destaque por ser o único da linha principal a manter-se como exclusivo de consola, ignorando por completo a plataforma PC. É também um capítulo notável na história da série, marcando a transição da responsabilidade de desenvolvimento para fora da Infinity Ward, desafiando a equipa a provar que a guerra cinematográfica e de grande escala ainda podia atingir novos patamares no silício da sexta geração, enquanto decorria o lançamento paralelo para a PlayStation 3 e Xbox 360.
O jogo centra-se na Operação Cobra, acompanhando as forças Aliadas na sua marcha em direção a Paris através de uma campanha contínua, narrada sob a perspetiva de soldados americanos, britânicos, canadianos e polacos. Introduziu mecânicas de combate próximo (CQB), exigindo que os jogadores participassem em confrontos corpo a corpo coreografados para sobreviver. O jogo expandiu ainda os segmentos baseados em veículos e apresentou um sistema multijogador baseado em classes para até 16 jogadores na PlayStation 2, permitindo uma profundidade estratégica que rivalizava com os shooters de PC da época. A inclusão de uma nova estrutura de missões com ramificações ofereceu aos jogadores múltiplos caminhos táticos para completar objetivos, acrescentando uma camada de longevidade e agência até então inédita na série.
A nível técnico, a versão para PlayStation 2 é uma proeza de otimização, levando o Emotion Engine ao seu limite absoluto para replicar os complexos efeitos de partículas e a física das versões HD. Consegue renderizar destruição ambiental de alta fidelidade e folhagem densa com uma taxa de fotogramas surpreendentemente estável. Os programadores utilizaram um dimensionamento agressivo de nível de detalhe (LOD) e simplificaram os modelos de iluminação em comparação com a versão Xbox 360. A componente sonora foi igualmente ambiciosa, utilizando o hardware da PS2 para proporcionar uma experiência surround 5.1 bombástica, tirando partido de gravações digitais de armamento e de uma banda sonora orquestral grandiosa para manter a atmosfera de teatro de guerra que é imagem de marca da franquia.
No seu lançamento, Call of Duty 3 recebeu críticas positivas, embora os especialistas tenham notado o fosso técnico entre este título e as consolas da nova geração. A PlayStation Official Magazine elogiou a Treyarch por entregar um ‘milagre técnico’ na PS2, destacando a intensidade das sequências coreografadas e a escala dos cenários. A receção do público foi forte, especialmente porque a vasta base instalada da PS2 garantiu que o jogo se tornasse um sucesso comercial, mesmo quando a indústria começava a transitar para resoluções de 720p. Retrospetivamente, é um ponto alto do hardware; apesar de sofrer com texturas por vezes rudimentares ou animações menos fluidas, permanece como um testemunho da longevidade da PlayStation 2 e um fecho definitivo para as origens da série na definição padrão.
Ficha técnica
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