Glass Rose
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Uma aventura focada no mistério que combina jogabilidade de investigação com narrativa cinematográfica. Valoriza a atmosfera e o diálogo em detrimento da ação, destacando-se por ser o primeiro título da CiNG.
Descrição
Glass Rose (conhecido originalmente como 玻璃ノ薔薇) acompanha a jornada de Takasi Kagetani, um jovem jornalista que desperta numa cidade desconhecida sem qualquer memória de como ali chegou. O local encontra-se deserto, sendo os únicos habitantes duas mulheres enigmáticas: Eriko e Iris. Takasi é transportado dos dias modernos para a década de 1920, onde se vê envolvido num mistério de homicídio dentro de uma mansão isolada. A narrativa desenrola-se através da exploração, diálogo e dedução, com o jogador a orientar as interações de Takashi enquanto este tenta desvendar a verdade por trás dos crimes e do seu próprio deslocamento temporal. A estrutura privilegia o suspense e a revelação gradual, posicionando o título na tradição das visual novels e jogos de aventura nipónicos, explorando temas como o destino, a memória e a fragilidade das relações humanas, sob a tensão constante entre o passado e o presente.
A jogabilidade foca-se na exploração, interação com personagens e na resolução de quebra-cabeças. O sistema baseia-se em mecânicas point-and-click adaptadas para consola, onde o jogador examina cenários, interroga figuras-chave e liga pistas. As escolhas de diálogo e as sequências de investigação ditam o avanço do enredo, enquanto a apresentação cinematográfica, que inclui elementos de live-action e dobragem, aprofunda a imersão. Comparativamente a contemporâneos como Shenmue ou Shadow of Memories, este título aposta mais na atmosfera narrativa e no drama interpessoal do que na exploração de mundo aberto ou na complexidade mecânica.
O jogo apresenta um estilo visual singular que funde ambientes em 3D com modelos de personagens em 2D. A história é transmitida através de sequências de animação e diálogos, oferecendo múltiplos finais dependentes das escolhas do jogador. O desenvolvimento espelha a ambição de fundir o design de aventura tradicional com uma narrativa cinematográfica, aproveitando a capacidade da PlayStation 2 para criar modelos de personagens expressivos e ambientes atmosféricos. O estúdio CiNG, uma equipa independente de pequena dimensão, foi responsável por este projeto, vindo mais tarde a desenvolver obras conceituadas como a série Another Code (NDS e Wii) e Hotel Dusk: Room 215 antes do seu encerramento.
Glass Rose é uma aventura atmosférica e envolvente que mantém o interesse até ao desfecho. Embora ambicioso, o seu ritmo e mecânicas podem revelar-se limitadores. Ainda assim, é uma obra notável pela fusão experimental de convenções de visual novel com o design de aventura para consolas, funcionando como precursor de títulos de maior renome.
Ficha técnica
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